Print this page

O ex-aprendiz Lucas Gomes iniciou sua vida profissional como aprendiz do PET e, logo após o término da aprendizagem, foi contratado como estagiário pela Fundação CDL Pró-Criança. Lucas conta como foi sua trajetória como jovem aprendiz do Programa Educação & Trabalho (PET) e como o programa contribuiu para transformar vulnerabilidade em protagonismo em sua vida.

Por Andressa Guimarães

1.    Quanto tempo ficou como aprendiz? Que idade tinha?

Trabalhei como jovem aprendiz no período de agosto de 2015 até dezembro de 2016, na área de Logística. Quando iniciei meu contrato, eu tinha 16 anos, e encerrei o meu período de aprendizagem com 18 anos.

2.    Como foi a sua experiência como aprendiz do Programa Educação e Trabalho (PET)?

A minha experiência como jovem aprendiz foi incrível. Tive a oportunidade de desenvolver várias competências que até então desconhecia em mim mesmo. Esse trabalho me possibilitou o autoconhecimento e descoberta de um ambiente que até então não conhecia muito. Além do desenvolvimento profissional que o programa me proporcionou, pude também me desenvolver pessoalmente.

3.    Como era a sua vida antes de ser aprendiz do PET? Porque você escolheu ser aprendiz?
4.    Quais oportunidades o PET te proporcionou?

Antes de trabalhar como jovem aprendiz, não tinha toda a autonomia e desenvoltura que pude obter com minha aprendizagem. Consegui me descobrir, analisar meus pontos fortes, desenvolver os pontos que tinha a melhorar. Ter o próprio salário também foi algo que colaborou para o meu desenvolvimento, juntamente com as responsabilidades advindas com o emprego.

5.    Quando um adolescente ingressa no mundo do trabalho, muitas mudanças acontecem. Você passou por alguma que te marcou?

Sim, muitas mudanças. Acredito que a mais significativa foi na aquisição da minha própria autonomia. O programa de aprendizagem proporcionado pela Fundação CDL foi um grande marco na minha vida, e adquiri diversos conhecimentos que tenho levado não só para minha vida profissional, mas também para a minha vida pessoal.

6.    Que aprendizado você pôde obter das suas experiências no PET e utilizar no atual emprego? (Quando foi contratado pela empresa)?
Quando meu contrato de aprendizagem terminou, fui contratado pela empresa em que fui aprendiz. Isso mostra a capacidade que o programa tem, juntamente com as empresas parceiras, de abrir portas e oportunidades para o jovem em vulnerabilidade social, transformando esta vulnerabilidade em protagonismo. Um outro programa da Fundação CDL é o Programa de Estágio Grandes Talentos e, através dele, eu consegui uma vaga de estágio em Psicologia, e atualmente consigo integrar a teoria vista na faculdade com a prática organizacional que o estágio me proporciona. Sou instrutor das Oficinas Introdutórias ao Mercado de Trabalho, etapa de pré-seleção dos candidatos para vaga de Jovem Aprendiz. Pensar que, alguns anos atrás, eu estava participando das Oficinas enquanto candidato, e hoje tenho a grande oportunidade de participar enquanto instrutor me faz olhar com muito orgulho e carinho pela Fundação CDL, levando em conta tudo que me foi proporcionado.

7.    Quais dicas você dá para os jovens que estão iniciando sua carreira?

Acredito que o jovem que está ingressando no mercado de trabalho deva estar sempre em busca de um autoconhecimento, pois é no autoconhecimento que o jovem irá trilhar seus caminhos rumo àquilo que almeja, aquilo que deseja. É importante que ele busque o conhecimento de si para realizar boas escolhas quanto ao seu futuro profissional, e não deixar que estas escolhas sejam determinadas por terceiros, uma vez que cada um de nós devemos ser responsáveis e construtores de nossa história. A dica que dou, portanto, é de que o jovem possa conhecer cada uma de suas qualidades, seus pontos a serem melhorados, suas habilidades, competências, sonhos e metas. Que se agarre naquilo que realmente deseja, e que lute incessantemente para que possa alcançar sua realização profissional.
Last modified on Terça, 05 Maio 2020